16/03: Fantastic Fair – Edição de Equinócio

O evento contou com representantes de religiões de verdade, umas de mentirinha, gente legal e o povo mais empolgado que já vi em um evento co Calendário Geek

Por Luciano Marzocca

 

Não dá para ser imparcial com aquilo que dá tanto trabalho, quase um parto para sair. Ainda bem, a analogia é bem cabível, pois assim como uma mãe orgulhosa e feliz com seu rebento, eu também estou feliz e orgulhoso do que aconteceu na Liberdade neste final de semana.

A escolha do local foi estudada por meses, mas ainda assim apresentava três riscos gigantescos: o povo não aderir a um evento que fosse a três quarteirões de caminhada do metrô; os expositores não aderirem depois do baixo público na edição anterior; por fim: chover.

Foto: Flávio Ferreira

Pois é: o povo aderiu, os expositores aderiram e não choveu, talvez apenas reforçar minha fá um tanto combalida nos últimos meses.

Até aí, um evento de sucesso, um entre tantos Brasil afora. O que aconteceu de especial? Nada mas tudo. A montagem foi extremamente complexa, em um espaço novo, com meu pouco conhecimento de causa, apesar das seis visitas técnicas. Havia tendas, havia equipe de manutenção nova, palco novo e um formato de duas ilhas que dependeriam de eletrificação, sem contar todos os percauços que qualquer evento tem. Então, né… Quando eu falo que eu sou o cara do Excel, que o evento é feito por todos: público + expositores + atrações + fornecedores + organização, nunca é da boca para fora (apesar de toda responsabilidade que acarreta ser o cara do Excel). Parece demagógico, contudo, o dia de ontem serve para dar provas irrestritas de como é verdade.

Foto: Meire Assunção

O início da montagem foi surpreendente. Alguns expositores ajudaram a montar as mesas sem o menor pudor de colocar a mão na massa. O povo da faxina começou a organizar a arquitetura, enquanto outros expositores montavam as tendas (né, Leonel? Mandou bem à beça). Logo às 8h30 a primeira baixa: minha coluna travou e estou sem me mover desde às 23h, quando o corpo se esvaziou de adrenalina (e algumas cervejas). Nada a mais aconteceu de ruim, todo mundo que chegava, arregaçava as mangas e fazia algo completamente alheio às suas obrigações.

O evento começa. Comecei junto a me divertir como poucas vezes. Os expositores sorrindo, o público chegando, as pessoas rindo das piadas idiotas que eu fazia (prova de que existe delicadeza ainda na humanidade).

O resto, quem foi viu: comes e bebes excelentes, exposições curiosas, cosplayers de altíssima qualidade (para variar, os cosplayers que ganharam estão de parabéns, mas eu achei que tinham outros no mínimo tão bom quantos). Meu filho de 10 anos jogou VR e lançou adagas o dia inteiro. Deu 18h e ele não conseguia mais andar de tão cansado.

As bandas atrasaram! Para descer do palco, não para subir. Você não surtou? Eu quase chorei de alegria, isso sim! O público pediu bis! Henrique Cavalcanti mostrou-se um excelente instrumentista; Triscore está léguas à frente daquilo que conheci nos eventos do ABC Paulista, como evoluíram! Mermages não queria ser o último, mas foi (desculpem-me), para ser a chave de ouro e eu voltar para casa com aquela voz aveludada de uma sereia na mente e dormir tranquilo.

Foto: Oswaldo Pires

As demais atrações são tradicionais da FantasticFair porque já são excelentes por natureza: Aliança Pirata, Magic Potter com o chapéu seletor e o Povos Livres de Arda falando sobre Tolkien e brincando com a galera que ama Senhor dos Anéis.

Foto: Oswaldo Pires

Não espero que acreditem na minha imparcialidade jornalística, isso aqui fica mais como uma crônica de que, como organizador de eventos e detentor da marca, sou o cara do Excel, pois o que aconteceu ontem deixou claro que o evento é de todos nós, e só funciona assim.

Como corri o dia inteiro, não fiz fotos. Todas que ilustram esta matéria, e muitas outras, você encontra nos links dos visitantes de ontem na página clicando aqui.

A todos: minha eterna gratidão!