23/02: Declínio dos Otomanos

A origem das tensões no Oriente Médio são investigadas em ‘Declínio dos Otomanos’

Na Sexta da Sociedade, 23, às 23h, estreia a segunda parte do documentário “Declínio dos Otomanos: o Oriente Médio partido”, que trata das consequências da fragmentação do Império Otomano. A sequência aborda o violento processo de ocupação da Ásia menor e de províncias árabes realizado pelos otomanos, que resultou em episódios como o extermínio da população armênia cristã, considerado o primeiro genocídio do século XX. “Declínio dos Otomanos” faz parte do pacote de conteúdos adquirido pelo Curta! do Arte France, tradicional canal público franco-alemão.

SEXTA DA SOCIEDADE
Declínio dos Otomanos: Oriente Médio Partido (Documentário)
As tensões em regiões como a Síria, Líbano, Palestina e Israel têm suas origens, em parte, no fim do império otomano. O filme narra o centenário processo de desmantelamento desse território gigantesco e suas consequências para o surgimento da instável geopolítica no Oriente Médio e em parte da Europa.

Parte 2 – Oriente Médio Fragmentado
Depois de perder os Balcãs, o Império retirou-se para a Anatólia – Ásia Menor – e para as províncias árabes da Síria, Palestina, Mesopotâmia e Hedjaz. Essa retirada no núcleo anatólio e muçulmano do Império, como o historiador Hamit Bozarlan descreve, é uma característica essencial do tempo. O extermínio da população armenia, cristã, da Anatólia, o primeiro genocídio do século XX, teve lugar neste contexto específico.

Diretora: Mathilde Damoisel
Duração: 52 min
Estreia: 23 de fevereiro, sexta-feira, às 23h.
Classificação: Livre.
Horários alternativos:
Dia 24 de fevereiro, sábado, às 3h e às 10h40;
Dia 25 de fevereiro, segunda-feira, 21h30;
Dia 26 de fevereiro, terça-feira, às 17h.

E MAIS:

O episódio inédito da série exclusiva do Curta! “Mobilis”, na Quarta, 21, às 19h, analisa o transporte individual motorizado que mais ocupa o espaço público, que é o mais caro e também é o que mais polui no Brasil: o carro. Será mais nobre sentir na pele as sequelas de um meio ambiente degradado ou tomar consciência contra um mar de carros e buscar a transformação? Produzida com exclusividade para o Curta!, a série documental investiga a mobilidade urbana para além do deslocamento. Contando com depoimentos de especialistas, ativistas e cidadão comuns, além de pesquisas realizadas no Brasil e no exterior, “Mobilis” também propõe uma reflexão sobre a ocupação de espaços públicos e individuais e os cenários ideológicos, sociais, políticos e culturais existentes nos centros urbanos. A série é uma produção da Miração Filmes com financiamento do Fundo Setorial do Audiovisual, o FSA.

Ainda na Quarta de Cinema, 21, só que mais tarde, às 20h, a faixa “A Vida é Curta” apresenta uma seleção de filmes que parecem documentários, mas na verde não são. Abrindo a sessão, estreia no Curta! “Ruby”. O documentário ficcional dos diretores Guilherme Soster, Jorge Loureiro e Luciano Scherer apresenta o retrato de um artista chamado Ruby, que vive sozinho em uma casa perto da praia. Na sequência, é a vez de “Recife Frio”, filme dirigido pelo cineasta Kleber Mendonça Filho que apresenta as mudanças climáticas da cidade do Recife. Encerrando a faixa, “Dossiê Rê Bordosa”, de Cesar Cabral. O falso documentário em animação stop motion mostra os motivos reais que levaram o icônico cartunista Angeli a matar sua mais famosa criação, Rê Bordosa.

O documentário “Sérgio Britto – Mestre dos Palcos”, na Terça das Artes, 20, às 20h30, mostra a trajetória plural do ator e diretor Sérgio Britto, um dos principais nomes do teatro e das artes no Brasil, que faleceu em dezembro de 2011, deixando um grande legado para a arte nacional. Dirigido por Vicente Tigre, o filme retrata desde os bastidores das companhias de teatro até as experiências do artista na literatura e na ópera. Dentre tantos trabalhos, em uma vida dedicada às artes, destaca-se o “Grande Teatro Tupi”, programa que idealizou e para o qual fez mais de 450 adaptações de peças teatrais. A produção trazia no elenco atores que se tornaram referência no país, como Fernanda Montenegro e Ítalo Rossi.

O destaque da Segunda da Música, 19, às 23h, é o documentário exclusivo ‘Música Pelos Poros’, premiado pelo voto do público como melhor filme no último Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo. No longa-metragem, o diretor Marcelo Machado mostra o encontro de músicos vindos de diferentes regiões do Brasil e também da Colômbia, Cabo Verde, Azerbaijão e Coreia do Sul. Durante uma semana, o único compromisso deles era fazer música, da brasileira à instrumental, passando pelo jazz e outros ritmos, convivendo juntos em uma residência artística dentro de uma fazenda no interior de São Paulo. A curadoria foi dos brasileiros Benjamim Taubkin, Marcos Suzano e Jacques Morelenbaum e, entre os convidados, estavam a cantora cabo-verdiana Mayra Andrade; a mestra da cítara coreana Kyungso Park; o intérprete de “tar” do Azerbaijão Sahib Pashazadec e o saxofonista colombiano Antonio Arnedo.

SEGUNDA DA MÚSICA
Músicas pelo Poros (Documentário)
Um incrível elenco de músicos com trânsito na música brasileira, no jazz e na música instrumental se encontraram para uma residência musical em uma fazenda. Vindos de diferentes regiões do Brasil e de outros lugares do mundo, eles se encontraram em Julho, no Festival Artes Serrinha 2015. Como curadores, três dos mais inventivos músicos brasileiros da atualidade: Marcos Suzano, Jaques Morelenbaum e Benjamim Taubkin. E como convidados, músicos internacionais como a cantora cabo-verdiana Mayra Andrade; a mestra da cítara coreana Kyungso Park; o intérprete de “tar” do Azerbadjão, Sahib Pashazade; o saxofonista colombiano Antonio Arnedo de uma banda de feras como Carlos Malta (flautas e sax), Jovi Joiniano (percursão), Meno del Piccia (baixo) e Sacha Amback (teclados e efeitos). Juntos, passaram uma semana num clima de informalidade e muita improvisação, com o compromisso de apenas fazer música. Para que essa experiência não se perdesse, o cineasta Marcelo Machado (Tropicália) fez o registro de todo o processo propondo ao grupo uma reflexão: de onde vem e para onde vai a música? Uma oportunidade única de ouvir música original, no momento da inspiração e transpirando e pelos poros.

Diretor: Marcelo Machado
Duração: 52 min
Exibição: 19 de fevereiro, segunda-feira, às 23h.
Classificação: Livre.
Horários alternativos:
Dia 20 de fevereiro, terça-feira, às 3h e às 17h;
Dia 21 de fevereiro, quarta-feira, às 9h30;
Dia 24 de fevereiro, sábado, às 23h.

TERÇA DAS ARTES
Sérgio Britto – Mestre dos Palcos (Documentário)
O documentário acompanha as múltiplas facetas do ator e diretor Sérgio Britto, desde os bastidores das companhias de teatro a suas experiências na literatura e ópera. O ator foi criador do “Grande Teatro Tupi”, programa que fez mais de 450 adaptações de peças teatrais e tinha no elenco atores como Fernanda Montenegro e Ítalo Rossi.

Diretores: Rozane Martins Pereira Braga e Vicente Tigre
Duração: 55 min
Exibição: 20 de fevereiro, terça-feira, às 20h30.
Classificação: Livre.
Horários alternativos:
Dia 21 de fevereiro, quarta-feira, às 2h30 e às 16h30;
Dia 22 de fevereiro, quinta-feira, às 8h30;
Dia 24 de fevereiro, sábado, 19h40.

QUARTA DE CINEMA
Mobilis (Série)
A série documental Mobilis fala de Mobilidade Urbana nos grandes centros. Embora cada um dos 13 episódios retrata um meio de transporte, as discussões vão além dos modais e dos deslocamentos do ponto A para o ponto B. A série mostra como são as formas de coexistência entre diferentes modos de viver a cidade, onde os confortos individuais se chocam com o bem coletivo e criam conflitos muito mais profundos do que se imagina.

Episódio 3 – Carros
De carro ou sem carro, eis a questão. Será mais nobre sentir na pele as sequelas de um meio ambiente degradado ou tomar consciência contra um mar de carros e buscar a transformação? No Brasil, o transporte individual motorizado é o mais caro, o mais solitário e o menos usado pela população em geral. Mesmo assim é o que mais ocupa o espaço público, além de ser o que mais polui.

Diretor: Tide Gugliano
Duração:  26 min
Estreia: 21 de fevereiro, quarta-feira, às 19h.
Classificação: Livre.
Horários alternativos:
Dia 22 de fevereiro, quinta-feira, às 5h e às 13h;
Dia 23 de fevereiro, sexta-feira, às 7h;
Dia 24 de fevereiro, domingo, às 17h15;

“A Vida é Curta!” exibe falsos documentários, com estreia de “Ruby”
Nessa quarta-feira, o Curta! exibe três documentários falsos: “Ruby”, “Recife Frio” e “Dossiê Rê Bordosa”. Estreando no canal, “Ruby”, dos diretores Guilherme Soster, Jorge Loureiro e Luciano Scherer, é um  pequeno retrato de um artista outsider chamado Ruby, que vive sozinho em uma casa perto da praia. Dirigida por Kleber Mendonça Filho, “Recife Frio” apresenta as mudanças climáticas que muda a cidade Recife. Para finalizar, de Cesar Cabral, a animação em stopmotion “Dossiê Rê bordosa” investiga o motivo que levou Angeli a matar Rê Bordosa.

Exibição: 21 de fevereiro, quarta-feira, às 20h.
Classificação: Livre
Horários alternativos:
Dia 22 de fevereiro, quinta-feira, às 00h e às 14h;
Dia 23 de fevereiro, sexta-feira, às 8h;
Dia 24 de fevereiro, sábado, às 14h.

QUINTA DO PENSAMENTO
Quanto Tempo o Tempo Tem (Documentário)
Vivemos um tempo diferente. Corremos sempre, corremos sem motivo, corremos por nada. Como se o tempo tivesse ficado mais rápido. Tudo sugere velocidade, urgência, nossas vidas estão sempre atadas ao dever de alguma tarefa. Mas afinal de contas, por que o tempo parece tão curto? As novas tecnologias e a globalização promovem a produção constante, crescente e simultânea de conteúdo e informação. O compartilhamento da privacidade por meio de redes sociais sugere a perda da mesma. Presos em celulares, computadores, facebooks, twitters, conference calls, nossa identidade se multiplica e nos fazemos presentes em todos os lugares ao mesmo tempo. O simples ato de contemplar perdeu-se diante da imensa quantidade de estímulos oferecidos. O documentário parte do conflito da diretora acerca da questão do tempo. Ela que vive correndo contra o tempo com uma rotina intensa de compromissos, agora vive um grande desafio: encontrar mais tempo para realizar este documentário. Quanto tempo o tempo tem investiga as principais linhas de nossa consciência sobre o tempo e os personagens entrevistados fazem uma profunda reflexão sobre a civilização e o futuro do tempo da existência humana.

Diretora: Adriana L. Dutra
Duração: 76 min
Exibição: 22 de fevereiro, quinta-feira, às 22h30.
Classificação: Livre.
Horários alternativos:
Dia 23 de fevereiro, sexta-feira, às 2h30 e às 16h30;
Dia 24 de fevereiro, sábado, 11h35;
Dia 25 de fevereiro, domingo, às 22h30;
Dia 26 de fevereiro, segunda-feira, às 10h30.

 

 

Sobre o Curta
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