Conhecimento humano: seu escopo e seus limites

Bertrand Russell mergulha nos conceitos do conhecimento humano. O filósofo busca uma modalidade de empirismo parcial capaz de exorcizar as ameaças irracionalistas e reinstaurar o status
do conhecimento empírico

Como sabemos o que “sabemos”? Como as pessoas – indivíduos e sociedade – chegam a aceitar certos conhecimentos como inquestionáveis? Para responder a essas questões, Bertrand Russell examina, em Conhecimento humano: seu escopo e seus limites, lançamento da Editora Unesp, a confiabilidade das suposições sobre conhecimento, seja ele “individual” ou “científico”.

“Em sua correspondência pessoal, Bertrand Russell gostava de se referir a alguns de seus projetos filosóficos como tentativas de escrita de um ‘grande’ livro”, escreve John G, Slater, da Universidade de Toronto, na apresentação da obra. “Conhecimento humano: seu escopo e seus limites é o último grande livro de Russell, e seu tema – o problema da inferência não demonstrativa – tem sido preocupação central dos filósofos desde que Hume erodiu os argumentos indutivos.”

O filósofo parte de uma indagação central: seria o empirismo algo inquestionável, ou ao menos defensável? O estofo da questão reside em História da filosofia ocidental, obra na qual Russell reconhece em Hume o mérito de ter evidenciado a fragilidade do empirismo. Apesar disso, esse resultado colocaria de joelhos a base da crença racional e, consequentemente, serviria de ponte para o irracionalismo. Em busca de salvar a crença no conhecimento superando o desafio de David Hume, Russell se apoia em seis grandes eixos: “o mundo da ciência”, “linguagem”, “ciência e percepção”, “conceitos científicos”, “probabilidade” e, por fim, “postulados da inferência científica”.

As mais de 800 páginas de volume estão calcadas no desenvolvimento de uma modalidade de empirismo parcial capaz de exorcizar as ameaças irracionalistas e reinstaurar o status do conhecimento empírico. E isso deve ter grande amplitude. “A lógica, deve-se admitir, é técnica da mesma maneira que a matemática, mas a lógica, afirmo, não faz parte da filosofia”, anota Russell. “A filosofia propriamente dita trata de matérias de interesse do público letrado em geral e perde muito de seu valor se apenas uns poucos profissionais puderem compreender o que está sendo dito.”

Sobre o autor – Bertrand Russell (1872-1970) foi um dos pensadores mais admiráveis do século XX. Filósofo, matemático, inovador na área da educação, defensor da liberdade intelectual, social e sexual, militante da paz e dos direitos humanos, também é autor de prolífica, popular e influente obra que lhe rendeu o Prêmio Nobel de Literatura em 1950. Pela Editora Unesp, tem publicados Por que os homens vão à guerra (2014), Sobre a educação (2014), Casamento e moral (2015) e Educação e ordem social (2018).

TítuloConhecimento humano: seu escopo e seus limites
Autor: Bertrand Russell
Tradutor: Renato Prelorentzou
Número de páginas: 808
Formato: 14 x 21 cm
Preço: R$ 118,00
ISBN: 978-85-393-0774-6

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