Ócio: vida em forma de poesia

Com uma abordagem livre dos diversos elementos da existência em verso, o advogado urussanguense Mauro Felippe mergulha, na obra Ócio, profundamente na condição humana e questiona: o que é viver?

O que Sócrates, Shakespeare, Schopenhauer e Oscar Wilde têm em comum além de serem algumas das grandes mentes da humanidade? Com correntes ideológicas diferentes, todos eles serviram de inspiração para o escritor e advogado, Mauro Felippe, natural de Urussanga, cidade localizada no sul de Santa Catarina. A filosofia serviu para o autor compreender a existência e a liberdade de pensamento, indicadas em seu livro Ócio, uma coletânea de poemas, insights e aforismos que questionam os mais singelos aspectos da vida. Em um mergulho reflexivo sobre a condição humana, o autor converge com as cores, ilustrações e designs impactantes do livro para apresentar ao leitor uma verdadeira obra de arte.

A composição visual do livro fica a cargo de Rael Dionisio, que traduz em imagem tudo o que Mauro transmite em versos e outras formas de textos. A (in)sanidade, o tempo, a solidão, a esperança, o destino, os ciclos, a felicidade subjetiva, a fragilidade do coração, as fronteiras do ser humano, a sabedoria bela da natureza e dos animais, a corrupção, a desigualdade social, a ética e até mesmo a interação entre as pessoas no mundo de hoje. Tudo isso em forma de textos e ilustrações inspiradoras para os olhos e a alma.

Mauro, que admira e é amigo de personalidades como Mario Sergio Cortella, sempre desejou levar mensagens capazes de despertar reflexões profundas nos leitores. Nos momentos de criatividade, a palavra “ócio” (que dá título à obra) surgiu à mente do escritor, o que o motivou a estudar o termo e a ver sentido nele. Assim, Mauro passou a absorver o estado de espírito da expressão de maneira filosófica e psicológica, longe do conceito comum dos dicionários e padrões sociais.

Os sonhos surgem no momento do ócio
Os sonhos mantêm o propósito das nossas existências
Uns se realizam
Outros permanecem sem evidências.

A obra transpõe, de forma poética, não apenas o tema “ócio”, mas diversos elementos da vida, celebrando das menores às maiores circunstâncias e despertando em quem lê outra visão acerca do mundo, seja refletindo sobre seus desprazeres, seja glorificando as “pequenas coisas”. Ócio oferece ao leitor, em forma de arte, o pensar de suas aflições e inspirações, tópicos tão pertinentes à existência.

Além de escritor, Mauro Felippe é advogado e escreve durante as frações de segundos em que não está exercendo o seu ofício ou cumprindo outras responsabilidades. O próprio autor se questiona sobre a origem dos versos tão profundos, sensíveis e reflexivos, que surgem despretensiosamente no formato de parábolas e metáforas, em rascunhos e cadernos, antes de ganharem as suas configurações finais. É um cotidiano de produção, mas é justamente por conta dele que Mauro consegue compreender a corrente filosófica dos leitores e expressar, por meio de palavras, a essência da curiosa e audaciosa alma humana.

Ficha Técnica
Livro: Ócio
Autor: Mauro Felippe
Tamanho: 24 x 17 cm
Páginas: 152
Formato: Capa dura
ISBN: 9788591833115
Preço: R$ 49,90

Sobre o autor
Natural de Urussanga/SC, o advogado Mauro Felippe já chegou a cursar Engenharia de Alimentos antes de se decidir pela carreira em Direito. Autor das coletâneas poéticas Nove, Humanos, Espectros e Ócio, já preencheu diversos cadernos em sua infância e adolescência com textos e versos, dos simples aos elaborados (a predileção pelo segundo evidente em sua escrita). As temáticas de suas obras são extraídas de questões existenciais, filosóficas e psicológicas que compreende no dia a dia, sendo que algumas advém dos longos anos da advocacia, atendendo a muitas espécies de conflitos e traumas. Por fim, pretende com a literatura viver dignamente e deixar uma marca positiva no mundo, uma prova inequívoca de sua existência como autor. Participante assíduo de feiras literárias, já esteve como expositor na Bienal Internacional do Livro de São Paulo 2016 e Bienal Internacional do Livro do Rio 2017.