“OS LUSÍADAS”: “THE LUSIADS” EM UMA INÉDITA EDIÇÃO BILINGUE PORTUGUÊS-INGLÊS ANOTADA

Uma das maiores obras da Literatura em Língua Portuguesa trazida ao  público do mundo por um dos maiores tradutores britânicos de sempre.
•     Esta versão inédita no Brasil reúne o poema épico de Luís de  Camões com a tradução para a língua inglesa feita por Sir Richard  Francis Burton em 1880.
•     Burton é um dos maiores tradutores britânicos de todos os tempos e é  também conhecido pelas traduções que realizou para o “Kama Sutra” (1883) e “As Mil e Uma Noites” (1885).
•    Oportunidade de ler, ou reler, a versão original e também uma das melhores traduções na língua inglesa, acompanhada de anotações.
A EDITORA LANDMARK apresenta uma versão inédita no Brasil da maior obra em língua portuguesa de todos os tempos. OS LUSÍADAS: THE LUSIADS reúne o poema épico de Luís Vaz de Camões com a tradução realizada em 1880 por Sir Richard Francis Burton, tido como um dos grandes eruditos e tradutores britânicos de sempre.

Mais que uma obra literária, pode-se dizer que é uma obra de arte, tal foi o empenho do autor em mantê-la com esta regularidade formal. Considerado o maior poema épico da língua portuguesa, foi publicado em 1572, com o apoio do Rei D. Sebastião. O poema narra as perigosas viagens marítimas e a descoberta de novas terras, povos e culturas, exaltando o heroísmo do povo português, que, navegador, aventureiro, cavalheiro e amante, é também destemido e bravo, e enfrenta mares desconhecidos em busca dos seus objetivos. É a epopeia portuguesa por excelência, é a referência ou o livro-síntese da História e da singularidade de Portugal no mundo. É uma síntese da História de Portugal, ao mesmo tempo em que narra a descoberta do caminho marítimo para o Oriente por Vasco da Gama.

Além de narrar o caminho para a Descoberta das Índias, a epopeia é inspirada por obras como a “Eneida”, de Virgílio e a “Odisseia, de Homero. Os navegantes são supervisionados pelos deuses do Olimpo que decidem o destino dos navegantes após a realização de um concílio: Os portugueses encontram em Vênus uma preciosa aliada e em Baco, o mais ferrenho inimigo, que teme que a audácia portuguesa conquiste as terras de Índia, antes dedicadas a ele e sobre o controle do deus. Camões descreve as grandes navegações, o império português no Oriente, os reis e  heróis de Portugal, dentre outros fatos que o tornam um poema histórico e enciclopédico. Em seu Epílogo apresenta um lamento, que, ao deparar-se com a dura realidade do reino português na época de D. Sebastião, já não consegue deslumbrar novas glórias e conquistas no futuro e ressente-se de que a sua “voz enrouquecida” não seja escutada com mais atenção.

Sir Richard Francis Burton, ao mesmo tempo um brilhante linguista e aventureiro temerário, bem como uma figura complexa e polémica, traduziu outras obras, entre as quais o “Kama Sutra” (1883) e as “Mil e Uma Noites” (1885), cuja tradução causou frenesi entre os vitorianos devido a uma série de notas polémicas. Também o seu erudito “Ensaio Final”, onde apresenta a história, os usos e os costumes, os princípios e a religião de vários povos, ajudou a contribuir para ampliar a visão ocidental sobre os Oriente, além de relacioná-los com outras culturas.

Sobre o autor
Luís Vaz de Camões – (1524-1580)

Poeta nacional de Portugal, considerado uma das maiores figuras da literatura lusófona e um dos grandes poetas da literatura ocidental.
Pouco sabe-se ao certo sobre a sua vida, tendo nascido em Lisboa de uma família de pequena nobreza e recebido sólida educação nos moldes clássicos. Frequentou a corte de Dom João III como cortesão e após o término de um amor frustrado, alistou-se como militar, aonde vem a perder um dos olhos em uma batalha em África. Ao retornar a Portugal, feriu um servo do Paço, foi preso e partiu para o Oriente. Lá, enfrentou uma série de adversidades, combateu ao lado das forças portuguesas e escreveu a sua obra mais conhecida, a epopeia nacionalista “Os Lusíadas”. De volta à pátria, publicou a sua obra e recebeu uma pequena pensão do rei Dom Sebastião pelos serviços prestados à Coroa, mas em seus anos finais parece ter enfrentado dificuldades financeiras.

Após a sua morte a sua obra lírica foi reunida em coletânea e começou a ser reconhecida como valiosa e de alto padrão estético por vários nomes importantes da literatura europeia, ganhando prestígio sempre crescente entre o público e os conhecedores e influenciando gerações de poetas em vários países.

Camões foi um renovador da língua portuguesa e fixou-lhe um duradouro cânone; tornou-se um dos mais fortes símbolos de identidade da pátria e é referência para toda a comunidade lusófona internacional. É considerado um dos grandes vultos literários da tradição ocidental, sendo traduzido para várias línguas e tornando-se objeto de uma vasta quantidade de estudos críticos.

Sobre o tradutor
Richard Francis Burton – (1821-1890)
Richard Francis Burton foi um escritor, tradutor, linguista, geógrafo, poeta, antropólogo, orientalista, erudito, explorador, agente secreto e diplomata britânico.

Das explorações e aventuras como agente e estudioso na Ásia e África aos escândalos e controvérsias que permearam sua vida, Burton é sem dúvida uma das personalidades mais extraordinárias e fascinantes do século XIX. Falava 29 idiomas e vários dialetos, sendo perito na arte do disfarce, o que possibilitou-lhe nos seus anos de militar na Índia e em Sindh viver entre os povos do Oriente, os quais registrou em uma série de livros. Estudou os usos e costumes de povos asiáticos e africanos, sendo pioneiro em estudos etnológicos. Viajou à cidade sagrada de Meca, mortalmente proibida a não muçulmanos, disfarçado de afegão, e junto com John Haning Speke explorou a região dos Grandes Lagos africanos, sob a alegação de buscar as nascentes do Nilo, mas com o verdadeiro propósito de levantar um conjunto de informações sobre os possíveis recursos da África Central e intertropical.

Burton possuía uma natureza explosiva e irascível. Ao longo de sua vida foi ao mesmo tempo um brilhante linguista e aventureiro temerário, bem como uma figura complexa e polémica. Traduziu obras clássicas que contribuiriam para ampliar a visão ocidental sobre o sexo. As mais conhecidas foram o “Kama Sutra” (1883); o livro das Mil e Uma Noites, sob o título “Noites Árabes” (1885), cuja tradução causou frenesi entre os vitorianos devido a uma série de notas polémicas consideradas, e também por seu erudito “Ensaio Final”, onde apresenta a história, os usos e costumes, os princípios e a religião de vários povos, além de relacioná-los com outras culturas. Traduziu também “Os Lusíadas” de Luís Vaz de Camões, para o inglês, em 1880.

Em 1886, Burton foi agraciado com o título de cavaleiro pela Rainha Vitória, por seus serviços prestados a Inglaterra, e recebeu o consulado de Trieste, em 1872, como um exílio, comparando-se ao poeta latino Ovídio quando este havia sido banido por sustentar opiniões impopulares. Não pode-se deixar de fazer uma analogia entre o nome Trieste e a obra de Ovídio composta no exílio, “Os Tristes”. Na manhã de 20 de outubro de 1890, Burton faleceu vítima de um ataque cardíaco.

OS LUSÍADAS: THE LUSIADS
LUÍS VAZ DE CAMÕES
RICHARD FRANCIS BURTON
EDIÇÃO BILÍNGUE PORTUGUÊS/ INGLÊS ANOTADA
2017 – CAPA DURA – 16 CM X 23 CM ° 728 PÁGINAS
ISBN 978-85-8070-058-9: PREÇO DE CAPA: R$ 78,00
LITERATURA PORTUGUESA: POESIA ÉPICA