Roly Poly – A história de Phanta

Para a sua estreia com o pé direito no universo das histórias em quadrinhos, o paulista Daniel Semanas (renomado animador, ilustrador e diretor) selecionou o modo hard. Embarcou em uma viagem pop, intensa e multicolorida para criar Roly Poly – A história de Phanta, que está sendo publicada simultaneamente no Brasil e nos Estados Unidos.

Mais uma vez a editora Mino atesta o frescor inovativo de seu catálogo, que continua comportando, em meio a gigantes consagrados e clássicos incontestáveis, obras modernas e arriscadas, dando sempre um passo intencional rumo ao futuro dos quadrinhos ao afirmar e dar suporte ao que está acontecendo de mais relevante para o agora. A edição norte-americana da obra está sendo lançada pela Fantagraphics Books – apenas a principal editora de quadrinhos alternativos americanos, lar de artistas como Charles Burns (Black Hole), Daniel Clowes (Paciência), Chris Ware (Jimmy Corrigan) e os irmãos Hernandez (Love and Rockets).

Para melhor dimensão do feito, é preciso frisar que apenas dois brasileiros até hoje foram publicados na casa, um deles em uma história curta numa antologia, ambos com décadas de estrada e obras premiadas. Daniel Semanas subverte essa escrita emplacando um livro que, além de ser um primeiro trabalho, é totalmente inédito.

Roly Poly se passa em um futuro próximo, na Coreia do Sul, onde uma jovem lutadora chamada Phanta tem uma relação ferozmente competitiva com uma celebridade das mídias sociais. Em um esforço para superar a popularidade de sua rival na internet, ela embarca em uma jornada psicodélica na esperança de se tornar a mais nova integrante de um popular grupo de K-pop. “A ideia do projeto surgiu por volta de 2014. Me empolguei quando comecei a assistir a nova leva de clipes de k-pop”, relembra o quadrinista.

“Amei o apelo gráfico e fashion dos clipes e pensei em fazer minha primeira graphic novel com uma história que acontecesse nesse ambiente”. Dinossauros mecânicos, fichas “gold”, estrelas que realizam desejos, excitantes refrigerantes sabor laranja. Em Roly Poly tudo isso se mistura em um turbilhão multicolorido rápido e vertiginoso, que evoca o nervoso velocímetro da moto de Kaneda em Akira, famosa HQ japonesa de Katsuhiro Otomo. “Akira sempre foi minha maior inspiração”, admite o autor. “Essa pegada futurística e punk super detalhada sempre me fascinou. Assim como Scott Pilgrim. A parte gamer/pop veio meio daí”.

Além do mangá e da animação, Daniel Semanas monta sua caleidoscópica obra costurando
referências de pop art norte-americana, coreografias modernas de K-pop e a linguagem de
redes sociais. É assim que o mais novo grande quadrinista brasileiro transforma Roly Poly no
lançamento mais moderno, revigorante e surpreendente do ano.

Título: Roly Poly – A história de Phanta
Autor: Daniel Semanas
Data de lançamento: Setembro/2018
Preço de capa: R$ 59,90
Acabamento: capa dura, off-set colorido
Formato: 20 x 20 cm
Número de páginas: 144
ISBN: 978-8569032397

A EDITORA
Roly Poly é o 40º título do catálogo da Mino. Vencedora do troféu HQMix na categoria Editora do Ano em 2016, a Mino é responsável por alguns dos quadrinhos mais aclamados publicados no Brasil ao longo dos últimos anos. Por ela, saíram obras nacionais como Lavagem, de Shiko; Você é Um Babaca, Bernardo, de
Alexandre Lourenço; Aventuras na Ilha do Tesouro, de Pedro Cobiaco; e Labirinto, de Thiago Souto,
bem como badaladas produções estrangeiras, a exemplos de O Soldador Subaquático e Condado
de Essex, ambas de Jeff Lemire; Este ano, a editora já trouxe álbuns como Ragemoor, de Richard Corben – o vencedor do Grand Prix do Festival de Angoulême 2018; Cadafalso, de Alcimar Frazão; o premiado
A vida é boa, se você não fraquejar, de Seth; Garotos do Reservatório, de Celio Cecare e Fábio
Cobiaco; e A Entrevista, de Manuele Fior.